segunda-feira, 9 de abril de 2012

Para vocês, obrigada

Fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes, Einstein já disse, é insanidade. Esperar com desesperança não adianta, se ninguém muda por aqui, eu vou. Mudo de casa, feição, teorias, sotaque, tudo. Fico procurando meu tom de revolta, mas a verdade é que ele não combina, porque não tenho mais reação, ela cansou de aparecer, sente que não faz diferença. Tento explicar que não quero fugir para outro lugar, quero conseguir tudo aqui, só depois me deixo sentir livre. Comecei a buscar apoio em outras pessoas e coisas. Está sendo bom, recebo uma sinceridade que coloca meus pés no chão, mas que não devasta esse mesmo chão até eu cair. Não tenho nem uma pontinha de vontade de dividir meus planos e sonhos com vocês, só quero mostrar depois que eles virarem realidade. Sinceramente, nem isso eu quero fazer, só me sinto na obrigação.
As coisas se transformam e começam a me atingir, fico inconformada com o preconceito tradicional, pessoas que andam com viseiras iguais dos cavalos. Eles podem perder o rumo traçado se conseguirem olhar para os lados. O que eu fiz? Marginalizei-me, isso mesmo, a sociedade não me empurrou para fora porque eu incomodei, saí dela porque não aguentei me acomodar. Não gosto de anunciar o que está por vir, já que tudo pode mudar, prefiro começar com aquele jeito mineiro, avisando e pedindo ajuda de quem é imprescindível. No fim, quando começar a dar certo, as pessoas e ideias com certeza vão ter tido um papel importante no processo e continuarão a minha volta, assim como sempre estiveram. Tenho meu ponto de equilíbrio em lugares estranhos, mas comecei a encontrar ele em mim também.
Resolvi deixar o desespero de lado, porque tentar as coisas rápido demais, não traz resultado. Respiro três vezes profundamente, fecho os olhos e penso que tenho que confiar em mim se eu quero que qualquer um faça o mesmo. Preciso de paciência e persistência em tudo. Sem pular nenhuma etapa as coisas acontecem. Se ontem eu me encontrava no final do poço sozinha e na completa escuridão, hoje meus olhos começam a se acostumar com uma luz que sempre esteve lá, só me recusei a ver por comodismo e desânimo. Agora, prometo que parei de reclamar, vou arregaçar as mangas para trabalhar e me jogar nas coisas que eu acredito. Só penso que tenho muita sorte, pois apesar de não encontrar o que eu queria, no lugar em que eu queria. As coisas que eu precisava apareceram em inúmeras outras formas que nunca me deixam desistir ou andar para trás.