Fazer as mesmas coisas e esperar resultados
diferentes, Einstein já disse, é insanidade. Esperar com desesperança não
adianta, se ninguém muda por aqui, eu vou. Mudo de casa, feição, teorias,
sotaque, tudo. Fico procurando meu tom de revolta, mas a verdade é que ele não
combina, porque não tenho mais reação, ela cansou de aparecer, sente que não
faz diferença. Tento explicar que não quero fugir para outro lugar, quero
conseguir tudo aqui, só depois me deixo sentir livre. Comecei a buscar apoio em
outras pessoas e coisas. Está sendo bom, recebo uma sinceridade que coloca meus
pés no chão, mas que não devasta esse mesmo chão até eu cair. Não tenho nem uma
pontinha de vontade de dividir meus planos e sonhos com vocês, só quero mostrar
depois que eles virarem realidade. Sinceramente, nem isso eu quero fazer, só me
sinto na obrigação.
As coisas se transformam e começam a me atingir, fico
inconformada com o preconceito tradicional, pessoas que andam com viseiras
iguais dos cavalos. Eles podem perder o rumo traçado se conseguirem olhar para
os lados. O que eu fiz? Marginalizei-me, isso mesmo, a sociedade não me
empurrou para fora porque eu incomodei, saí dela porque não aguentei me
acomodar. Não gosto de anunciar o que está por vir, já que tudo pode mudar,
prefiro começar com aquele jeito mineiro, avisando e pedindo ajuda de quem é
imprescindível. No fim, quando começar a dar certo, as pessoas e ideias com
certeza vão ter tido um papel importante no processo e continuarão a minha
volta, assim como sempre estiveram. Tenho meu ponto de equilíbrio em lugares
estranhos, mas comecei a encontrar ele em mim também.
Resolvi deixar o desespero de lado, porque tentar as coisas rápido demais, não traz resultado. Respiro três vezes profundamente, fecho os olhos e penso que tenho que confiar em mim se eu quero que qualquer um faça o mesmo. Preciso de paciência e persistência em tudo. Sem pular nenhuma etapa as coisas acontecem. Se ontem eu me encontrava no final do poço sozinha e na completa escuridão, hoje meus olhos começam a se acostumar com uma luz que sempre esteve lá, só me recusei a ver por comodismo e desânimo. Agora, prometo que parei de reclamar, vou arregaçar as mangas para trabalhar e me jogar nas coisas que eu acredito. Só penso que tenho muita sorte, pois apesar de não encontrar o que eu queria, no lugar em que eu queria. As coisas que eu precisava apareceram em inúmeras outras formas que nunca me deixam desistir ou andar para trás.
Resolvi deixar o desespero de lado, porque tentar as coisas rápido demais, não traz resultado. Respiro três vezes profundamente, fecho os olhos e penso que tenho que confiar em mim se eu quero que qualquer um faça o mesmo. Preciso de paciência e persistência em tudo. Sem pular nenhuma etapa as coisas acontecem. Se ontem eu me encontrava no final do poço sozinha e na completa escuridão, hoje meus olhos começam a se acostumar com uma luz que sempre esteve lá, só me recusei a ver por comodismo e desânimo. Agora, prometo que parei de reclamar, vou arregaçar as mangas para trabalhar e me jogar nas coisas que eu acredito. Só penso que tenho muita sorte, pois apesar de não encontrar o que eu queria, no lugar em que eu queria. As coisas que eu precisava apareceram em inúmeras outras formas que nunca me deixam desistir ou andar para trás.